A​ ​Origem​ ​da​ ​Ovinocultura

Uma história de sobrevivência e evolução. Imagine uma grande fazenda com um pasto úmido e verdinho. Agora coloque nele um homem do campo com um cajado de madeira e uma porção de ovelhas ​e cordeiros cheios de lã. Foi assim, em um cenário que você já deve ter visto no interior ou em alguma figura de um livro, que a ovinocultura​ ​começou. Tendo origem na Ásia Central, a cultura de criar ovinos se espalhou por todo o mundo trazendo a possibilidade de proteger e alimentar sociedades com a lã, couro, leite e carne vindas desses animais.

Ela é uma prática conhecida como um das primeiras explorações animais feitas pelo homem, citada até em registros bíblicos, e ganhou força pela sua significativa presença no comércio de pequenos e grandes centros. Mas como a ovinocultura chegou ao que conhecemos hoje? Estudos de DNA comprovaram que os primeiros ovinos domésticos ​criados em rebanho são uma variação do mufão, uma espécie que começou a ser domesticada no Iraque, 9.000 anos a.C. E só mais tarde, na famosa Idade do Bronze, começaram a surgir as primeiras ovelhas de lã enrolada mais comuns atualmente.

Além das mudanças genéticas, o uso de todos os recursos vindos desses animais, também foi algo que evoluiu com o passar do tempo.

A carne, principalmente do cordeiro​, deixou de ser consumida apenas por tradição ou por conveniência em famílias de fazendeiros e passou a ser tratada como um alimento gourmet ​em restaurantes e na mesa de famílias de alto poder aquisitivo.

O leite parou de ser mais um simples substituto do leite de vaca para começar a ser um valioso ingrediente, usado na produção de doces e de diferentes tipos de queijos como, por exemplo, o roquefort.

Já a lã e o couro, ultrapassaram as cestas de artesanato e tornaram-se uma matéria prima de alto valor, usada em roupas de inverno, bolsas, tapetes e cobertores. E como foi que essa história evoluiu no Brasil? Essa foi uma evolução que surpreendeu muita gente. Nos primórdios, os ovinos foram trazidos para o Brasil e concentrados em duas regiões: sul e nordeste.

No nordeste, os ovinos ​eram criados como meio de subsistência e, por isso, o principal recurso extraído dos rebanhos era a carne. No sul, as criações eram formadas de raças laneiras e mantidas, em sua grande maioria, para a produção de lã.

Esse foi um cenário que se manteve até o final da década de 80, quando a indústria têxtil começou a ganhar força trazendo as fibras sintéticas com um preço mais baixo e diminuindo o mercado dos produtores de lã sulistas.

Foi aí, no início da década de 90, que as duas regiões brasileiras começaram a se dedicar a produção da carne ovina​, importando mais raças voltadas para esse fim e aumentando os rebanhos significativamente.

Em seguida, a migração dessas comunidades gaúchas e nordestinas para a região centro-oeste e norte introduziu de vez a ovinocultura por todo o país, tornando-a em um negócio​ surpreendentemente competitivo e lucrativo.

Hoje, com a chegada da tecnologia não só no Brasil mas em todo o mundo, estão sendo adotados diversos métodos que permitem aumentar a qualidade e produtividade​ ​dos​ ​rebanhos​, tornando essa cultura ainda mais interessante.

Em resumo, a história da ovinocultura começou garantindo a sobrevivência de muitas famílias de fazendeiros e atualmente está presente no guarda-roupa e na mesa de pessoas de diversas classes sociais, sendo parte fundamental da economia mundial agropecuária​.

E se você está curioso para saber quanto o mercado de ovinos ​movimentou nos últimos anos, continue nos acompanhando que em breve falaremos mais sobre isso. Enquanto isso conheça a Quirós Gourmet, empresa referência no mercado de ovinos brasileiro.

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