Índices do consumo da carne de ovinos no Brasil e no mundo

Um aniversário de namoro, com um jantar a luz de velas e no cardápio, um belo prato de carré de cordeiro. Essa é a descrição da noite de um jovem adulto de classe média alta, que não teve dúvidas ao escolher o prato principal para uma noite tão especial. Ele conhece a qualidade e o sabor dessa carne, além de costumar colocá-la na grelha aos fins de semana na companhia de seu pai, um bem sucedido empreendedor de origem humilde que criava e consumia a carne de cordeiro no interior quando era jovem.

Conseguiu imaginar? Essa é uma jornada de dois consumidores clássicos da carne de cordeiro tanto no Brasil, quanto no mundo. Mas apesar de seu uso ainda ser restrito a dois perfis sociais, os que consomem como uma proteína gourmet e os que consomem por comodidade e tradição, o produto está começando a ganhar definitivamente os supermercados e açougues, popularizando-se gradativamente. Em nível global, o consumo de proteína animal em geral tem aumentado, principalmente em países em desenvolvimento. Segundo previsões da OCDE, esse aumento se manterá até 2024 com altas vindas da recuperação da economia mundial e baixas vindas de um crescimento populacional desacelerado. Já o consumo da carne de cordeiro, tem se concentrado na China, Austrália, Argélia, Arábia Saudita, Afeganistão, Nova Zelândia e Estados Unidos. De acordo com a FAO, foram produzidos no mundo cerca de 8,6 milhões de toneladas em 2013, um aumento de 10% em comparação com o ano de 2000. Em nosso país, o consumo atual é de aproximadamente 700 gramas por pessoa ao ano, totalizando em média 88.000 toneladas. Uma demanda consideravelmente baixa perto do que é consumido em países como China (4 milhões de toneladas), Austrália (20 Kg por pessoa) e Nova Zelândia (40 Kg por pessoa), mas que vem apresentando um crescimento de mais de 20% ao ano. Um dos principais motivos que encontramos para que esse crescimento não seja ainda maior, está no sistema de produção da carne ovina no Brasil que ainda é baixa e se profissionaliza devagar, dando espaço para a importação e tornando o produto caro e menos acessível. Para se ter uma ideia, considerando apenas o estado de São Paulo, seriam necessárias 4 milhões de cabeças de cordeiro para abastecer toda a demanda consumidora de proteína animal de alto padrão, mas o estado só possui 700 mil. Porém, as tendências estão ao nosso favor. A padronização do processo produtivo com avanços tecnológicos, a diversificação do produto, a estabilidade da renda da população e o aumento do número de restaurantes especializados na carne de cordeiro, já vem acontecendo e prometem acelerar o crescimento do índices de consumo. Sem falar que a necessidade de maior produção interna, é uma ótima oportunidade para o surgimento de novos produtores brasileiros e a expansão do negócio dos produtores atuais. Se quiser saber por onde começar a aproveitar esse bom momento do mercado de ovinos, clique aqui para continuar se informando.

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